terça-feira, 17 de junho de 2014

Os amigos que a vida nos dá

 
   Pode ser o lugar onde sentamos no primeiro dia de aula, pode ser um gosto em comum, pode ser um riso, um olhar, um gesto. Não sei o que faz os amigos se reconhecerem. Apesar do tempo, das tantas mudanças, da distância, das ocupações, não é difícil manter amizade. 
 
   Hoje, meus amigos não estão presentes fisicamente comigo como eu gostaria, mas chega o dia em que nos reencontramos e por incrível que pareça, mesmo que tudo ao nosso redor tenha mudado, a nossa amizade permanece a mesma. E eu creio que não haja explicação, é assim e pronto.

    Todos estão encaminhados realizando aquilo que não passava de sonhos nos quais tínhamos juntos, mas agora podemos compartilhar realizações.

                                    


domingo, 15 de junho de 2014

Deslocar-se é preciso


Lembro que quando era pequena, aquelas Vans e ônibus escolares me fascinavam. Eu morava há apenas quatro quadras do colégio mas o meu sonho era andar num daqueles. Talvez naquela época o trânsito não era tão complicado como atualmente, e é claro, que ingenuidade de criança ter uma ideia dessas.

A questão é que hoje, quando eu estava indo para a faculdade, sentada em um banco no ônibus, aquela lembrança veio à tona. A chuva lá fora teimava em continuar, os carros amontoados em fileiras, parecia que jamais sairia do lugar. As cidades já não suportam mais tantos automóveis, uma distância pequena que seria normalmente feita em 20, 30 minutos, leva horas.

A tendência é que com essa pressa rotineira as coisas só piorem. Temos pressa em nos deslocar, amar, comer, viver. Tudo é instável e temos pressa em aproveitar cada momento. Não sei se isso é só um sentimento juvenil que passará com o avançar dos anos. Mas sinto mais do que nunca a necessidade de viver tudo em um dia só. A paciência em esperar que as coisas se resolvam já não existe mais. Não é um desespero, mas é como se houvessem alternativas de ir vivendo, ao invés de esperar que tudo se suceda.

Certo ou errado, bom ou ruim, é que assim que as coisas se encaminham. Relembrar dos tempos de infância só me faz reforçar que éramos felizes com pouco e por pouco, também vai ver é por que os olhos de criança pensam dessa forma. Não é que agora não sejamos felizes, pelo contrário, mas a tecnologia e tudo que envolve nossa vida, pede mais agilidade e mais velocidade no que sentimos, sem tempo de absorvermos as sensações.