sábado, 6 de dezembro de 2014

Em todos os sentidos ♫



Meus olhos sabem dizer o que estou sentindo
E o silêncio dos meus lábios é parceiro dos ouvidos

Que absorvem as palavras mal medidas
Às vezes ditas sem querer ou sem motivo

Presto atenção, escuto muito e pouco falo
Quando me calo é que aprendo o que preciso
Sigo aos pouquinhos entendo o sentimento
Que junto ao tempo correm todos os sentidos

(Toda quietude revela sabedoria
Não tem valia a pretensão de se dizer
Pois cada um melhora um pouco a cada dia
E a gente sempre vai ter coisas pra aprender

Se nessa vida, uma palavra mal medida
É sempre um ponto de partida pra se pôr tudo a perder
Bem ao contrário, a vivência nos ensina
Se ver no espelho é dar asas ao saber

Vai comigo pela estrada
Todo o pranto e todo o riso
A emoção de peito aberto
Corre em todos os sentidos)

Meus lábios sábios dão lugar aos meus ouvidos
Feito aprendizes, sabem quando se calar

Pois vem dos braços todo esforço que preciso
Está nos olhos o que tenho que falar

Para entender o que absorvem meus ouvidos
Mirem no fundo da expressão do meu olhar
Já que a experiência corre em todos os sentidos
Me paro quieto e convido o coração pra conversar

Bom fim de semana!!! :D

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

13/11 - Dia mundial da gentileza


Instituído em uma conferência em Tóquio, realizada em 1996, o Dia Mundial da Gentileza é comemorado na data de 13 de novembro.

Gentileza, é uma palavra que por si só já soa bonita e pô-la em prática é ainda mais lindo. Nesse mundo apressado, pequenas atitudes muitas vezes passam despercebidas. Por mais simples que pareçam ser, são gestos que se tornam grandes e com um tom de delicadeza contrastando com a intransigência que nos deparamos. 

Nos desvencilhamos um pouco de que tudo o que fazemos de bom deve ser devolvido da mesma forma para nós, o mundo na verdade - infelizmente - não funciona assim. Vamos praticar a gentileza simplesmente por nos sentirmos bem, sem esperar algo em troca - mas por favor, não vamos deixar nunca de acreditar que 
gentileza gera gentileza.


O Gentileza, figura carimbada nas ruas cariocas, principalmente, devido à sua pintura nas pilastras do Viaduto do Caju, centro do Rio de Janeiro. Ele ilustrou nas pilastras 56 painéis com mensagens de paz, liberdade, amor, natureza, críticas ao mundo e ao capitalismo. Durante a Eco-92, ele se posicionou onde passavam os representantes da conferência, incitando-os a viverem e a aplicarem a gentileza em todo o mundo. 

Sua história se confunde muitas vezes com mitos solidificados ao longo do tempo. Entretanto, o fato é que não se pode negar que sua figura poética que distribuía afeto inspirou muitas pessoas na época e, ainda hoje, é lembrado como um exemplo de generosidade. Se não bastasse isso, o Profeta Gentileza ficou eternizado nos versos de Marisa Monte: 




Feliz Dia da gentileza, vamos pratica-la todos os dias. :)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lembranças cotidianas


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Ipês amarelos, rosas, e roxos, colorem o entorno da praça, que tem sua arquitetura simples, mas o jeito aconchegante, assim como as lembranças que tenho daquele lugar. Quando era criança gostava de ficar horas e horas me balançando na pracinha, na parte esquerda da praça, em frente a igreja matriz. Corria por sobre a areia branca e macia daquele cercado, que por ingenuidade imaginava ser a coisa mais bela que existisse,  em se tratando de uma cidade de interior.

Mais adiante, há um carro-lanche de cor amarelo-mostarda, aqueles que vendem o famoso “Pancho”. Dobrando à esquina, o encontro de universitários,  estudantes, e pessoas sem nada para fazer também. É sempre certo, é quase lei, pegar seu chimarrão e ir para a praça de tardezinha. “Olhar o movimento” como dizem os nativos de lá. E acontece praticamente todos os dias, perto das 6 da tarde. É como se fosse uma atração turística da cidade.

O nome da praça em nada lembra o imponente presidente da república natural de São Borja. O “pai dos pobres” que marcou época. Se eu pudesse nomeá-la, gostaria de um nome mais sutil e envolvente, mais presente em nossas vidas. Já que ela é tão parte da vida de um alegretense, independentemente da época em que ali se vive.

Agora usam de seu território para condecorar políticos ditos importantes para o cenário brasileiro. Talvez algum deles sequer pisou na areia fofa da pracinha, ou sentou em algum dos bancos para saborear um chimarrão na companhia dos amigos.

A praça Getúlio Vargas é feita de gente, que transita apressadamente, contempla os ipês e outras tantas árvores nativas.  Encontra velhos amigos, despede-se de amizades recém feitas em uma tarde. Ouve a mais diversa seleção musical que se pode imaginar, vê crianças dando suas primeiras pedaladas ainda inseguras.

Há lugares em que a gente jamais esquece, mesmo estando há 300 km ou há um oceano de distância. Não precisamos de grandiosos monumentos, nem de um lugar famoso para deixá-la apenas registrada em uma fotografia. Mas sentir o cheio que emana das árvores na primavera, e ver o sol brilhando por entre os galhos dos ipês, é um sentimento até bairrista, mas inigualável.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Os amigos que a vida nos dá

 
   Pode ser o lugar onde sentamos no primeiro dia de aula, pode ser um gosto em comum, pode ser um riso, um olhar, um gesto. Não sei o que faz os amigos se reconhecerem. Apesar do tempo, das tantas mudanças, da distância, das ocupações, não é difícil manter amizade. 
 
   Hoje, meus amigos não estão presentes fisicamente comigo como eu gostaria, mas chega o dia em que nos reencontramos e por incrível que pareça, mesmo que tudo ao nosso redor tenha mudado, a nossa amizade permanece a mesma. E eu creio que não haja explicação, é assim e pronto.

    Todos estão encaminhados realizando aquilo que não passava de sonhos nos quais tínhamos juntos, mas agora podemos compartilhar realizações.

                                    


domingo, 15 de junho de 2014

Deslocar-se é preciso


Lembro que quando era pequena, aquelas Vans e ônibus escolares me fascinavam. Eu morava há apenas quatro quadras do colégio mas o meu sonho era andar num daqueles. Talvez naquela época o trânsito não era tão complicado como atualmente, e é claro, que ingenuidade de criança ter uma ideia dessas.

A questão é que hoje, quando eu estava indo para a faculdade, sentada em um banco no ônibus, aquela lembrança veio à tona. A chuva lá fora teimava em continuar, os carros amontoados em fileiras, parecia que jamais sairia do lugar. As cidades já não suportam mais tantos automóveis, uma distância pequena que seria normalmente feita em 20, 30 minutos, leva horas.

A tendência é que com essa pressa rotineira as coisas só piorem. Temos pressa em nos deslocar, amar, comer, viver. Tudo é instável e temos pressa em aproveitar cada momento. Não sei se isso é só um sentimento juvenil que passará com o avançar dos anos. Mas sinto mais do que nunca a necessidade de viver tudo em um dia só. A paciência em esperar que as coisas se resolvam já não existe mais. Não é um desespero, mas é como se houvessem alternativas de ir vivendo, ao invés de esperar que tudo se suceda.

Certo ou errado, bom ou ruim, é que assim que as coisas se encaminham. Relembrar dos tempos de infância só me faz reforçar que éramos felizes com pouco e por pouco, também vai ver é por que os olhos de criança pensam dessa forma. Não é que agora não sejamos felizes, pelo contrário, mas a tecnologia e tudo que envolve nossa vida, pede mais agilidade e mais velocidade no que sentimos, sem tempo de absorvermos as sensações.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Agora sim, 2014!


Agora me sinto à vontade, a leve brisa vindo da janela em minha direção me refresca os pensamentos. A velha companheira caneca de chá ao lado. Minha sina talvez, seja escrever sobre a vida, aquelas coisas banais mesmo mas que passam desapercebidas.


O ano começou outra vez, que frase mais clichê. Será que muda alguma coisa? Esperanças renovadas, a vida começa denovo. Ainda não sei bem, sempre acreditei que é tempo de rever o que deixamos para trás, o que conquistamos e o que iremos colher nesse próximo ano. Tenho uma mania talvez positiva ou nem tanto, a cada ano faço uma retrospectiva de tudo que me aconteceu mês a mês, uma forma boba de repensar minhas atitudes. Confesso que em 2013 quebrei essa tradição, foram tantas marcas, ruins e boas que não precisei registrar no papel e nem publicar loucamente em minhas redes sociais. Não adianta tentar apagar tudo que aconteceu de janeiro a dezembro, foram fortes sensações de que tudo mexeu em minha vida, acredito que não só a minha mas a da maioria das pessoas.

Hay fases e fases, nesse ano que findou houve a fase das festas, alegrias, momentos ímpares, e também houveram fases de solidão e dificuldades. Algumas situações até escaparam do controle, ou a impressão de que controlamos nossa vida.

Alguns projetos evoluíram e tiveram resultado, outros tiveram que ficar de lado por prioridades. Ah! essa tal de prioridade, como é ruim ter que escolher entre uma coisa ou outra. Se eu pudesse escolher tudo que tivesse à vontade seria muito melhor. Por enquanto sigo meu rumo já traçado tentando melhorar aos poucos o que posso, e enfrentando o que não pudemos mudar.

"Se tiver de ser que assim seja, 
sigo adiante no meu estradear, 
conforme posso vou ao tranco largo
Sou dos que sabem aonde quer chegar." Zeca Alves

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz 2014!

Feliz Ano Novo 2014 A partir de Sydney, Austrália!  Veja-a no blog aqui: http://bit.ly/SB_NY2014

Um ano cheio de realizações pra todos nós!