sábado, 27 de abril de 2013

Ir Além


Manhã serena. O sol a pouco tinha nascido, apesar da forte luminosidade daquele dia especial de novembro. O que seria um breve passeio pelos campos e pelo campus da universidade, se transformou em aventura, buscávamos naquelas paisagens bucólicas algo que nos definisse. 

Pode até parecer clichê, mas mal cliquei na câmera e quando vi essa foto no visor, imaginei mil e uma histórias sobre pessoas que atravessaram esse caminho, algumas chegaram ao fim, outras talvez não.
Observamos atentamente a beleza da paisagem, haviam alguns pássaros felizes pelo frescor que a vegetação nativa proporcionava a eles. 

Não sei por que essa mania de jornalista de querer registrar tudo. Várias vezes corri em busca de fotografar algumas espécies de pássaros, tudo em vão, parece que a natureza não permitia que eu registrasse aquele momento belo. Pois ela escolheu que alguns dos melhores momentos só ficariam registados somente em minhas retinas.

Quando ingressamos na universidade, principalmente se ela exigir de nós o gosto pela leitura, o gosto de observar o mundo, qualquer atividade banal aos olhos de outros seres humanos, para nós siginificará muitas coisas. Talvez aquela fotografia, por mais mal tirada que tenha sido, pode gerar grandes contos, algumas lendas, e quem sabe possa servir de cenário para um belo romance.  

O que não podemos esquecer que o Jornalismo tenta se distanciar ao máximo do subjetivo, das vãs conversas, e reflexões do mundo. Mas na prática, cansamos disso, cansamos do óbvio, perde a graça a matéria fácil, a entrevista comum. 

Contar a história das mesmas pessoas, dos mesmos lugares, os mesmos problemas no mundo que até mesmo os mais terríveis assassinatos vão se tornando comuns.

Se quisermos fazer um pouco melhor, podemos ir além, conhecer lugares que jamais imaginávamos. Bastam algumas quadras de caminhada, algumas queimaduras de sol, um pouco de poeira, mas o resultado são fotos siginificantemente lindas.  

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Milênio do Índio


        É bem comum termos datas no calendário com denominações comerciais, não em sua totalidade, como por exemplo, a Páscoa tem um sentido religioso, porém o setor comercial se apropria dele para vender seus produtos. Dia das mães, dos pais, dos namorados, dos avós, dos tios, e de todos os parentes, servem de exemplo. Datas em que as empresas se oportunam para vender produtos especializados e movimentar a economia. Mas e os outros dias destinados às lutas sociais, e principalmente as raças?
       E quando falo em raças quero destacar aqui a Indígena. Pois, foram povos que foram dizimados, não só fisicamente, mas a sua cultura, os seus costumes também foram sufocados pelo colonizador. Não
serão dias para lembrar do povo indígena que irá redimir tudo o que foi feito com eles. É preciso muito mais, o conhecimento a cerca da cultura dos índios se faz importante para nossas vidas. Até porque temos práticas diárias que vieram deles e nem imaginamos, o chimarrão é um exemplo que cartacteriza muito bem essa influência.
     Alguns povos indígenas, na maioria tribos amazônicas e do centro-oeste, ainda resistem em forma de protestos nos parlamentos, congressos e instituições do poder. Segundo matéria do Greenpeace: "Em manifestação inédita na Câmara dos Deputados, centenas de indígenas de vários povos e regiões do país ocuparam o plenário principal em protesto contra a PEC-215, emenda constitucional que transfere ao Legislativo o poder de demarcar Terras Indígenas. A persistência foi tal que eles conseguiram um avanço nas negociações: o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, se comprometeu a adiar por seis meses a escolha dos membros da Comissão Especial criada para analisar a matéria. Enquanto isso, Eduardo Alves criou uma comissão negociadora, formada por deputados, representantes indígenas e do governo, para discutir todas as questões relacionadas aos povos indígenas que tramitam na Casa." Essa série de atividades em homenagem ao "Dia" do Índio (19 de abril), é denominado de Abril Indígena.
    Além da luta pelas terras, pelo reconhecimento enquanto povo habitante das Américas, é fundamental dedicarmos muito mais do que um dia a eles, mesmo que não consigamos trazer de volta traços de uma cultura que está praticamente extinta. A eles deveríamos dedicar uma semana, um mês, ou até mesmo o Milênio.

terça-feira, 16 de abril de 2013



A Menina que Roubava Livros *-*

domingo, 7 de abril de 2013

I Simpósio de Meio Ambiente da UNIPAMPA

   
       Nos dias 5 e 6 de abril ocorreu o I Simpósio de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pampa, na cidade de Caçapava do Sul. A ideia do evento partiu dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária (Campus Caçapava) e Gestão Ambiental (Campus São Gabriel), com o objetivo de reunir a comunidade acadêmica de uma mesma área e debater sobre diversos assuntos ambientais. Durante os dois dias, tivemos inúmeras palestras com pesquisadores e professores especializados na área ambiental, além de mini cursos sobre temas diversificados que podem ser de grande utilidade na nossa profissão. Teve passeio na Pedra do Segredo - ponto turístico de Caçapava - já postei algumas fotos aqui, quando tive saída de campo de Geologia. ;)
       Cada participante do Simpósio, poderia escolher qual oficina gostaria de participar. Decidi escolher "Fotografia voltada para a área ambiental" ministrada por um jornalista no "Jornal da Campanha", é algo que precisamos em saídas de campo, aulas práticas, principalmente para tirar fotos no microscópio, o que não é muito fácil. Apesar de ser somente algumas horinhas de aula, foi muito proveitosa e pude conhecer várias dicas para se tirar fotos melhores, além de aprender sobre máquinas fotográficas e publicidade. Havia áreas pouco conhecidas pela maioria, como Psicologia ambiental, onde um psicólogo apresentou seu trabalho feito com pescadores de algumas regiões do RS, a preocupação com a auto-estima desses trabalhadores, que muitas vezes se sentem  diminuídos por não verem sua profissão ser valorizada. O trabalho me pareceu muito interessante, pois mostra o quão importante é a orientação dada a essas pessoas, para se sentirem mais motivadas. Isso é inserido na Educação Ambiental, onde também assisti palestras sobre a importância da inclusão desse tema em escolas e os trabalhos feitos com crianças desde 5ª série, até 8ª, as discussões tidas com eles, qual o seus interesses, a forma de abordar o assunto - que depende da idade do público alvo - e as conclusões obtidas por meio dessa ação. Foram apresentados diversos engajamentos dos profissionais em diferentes regiões e escolas do estado, além de um projeto feito com catadores em São Gabriel, promovido pelos acadêmicos do campus da cidade.
      Uma das palestras mais interessantes, foi sobre "Energia Eólica no Bioma Pampa: potencialidades e impactos ambientais", feita por um secretário da FEPAN. Onde foi abordado os prós e os contras dos parques eólicos. Ao mesmo tempo em que a energia eólica é considerada a mais promissora fonte de energia natural no mundo, por ser inesgotável, é uma grande fonte de mortes da fauna, muitas aves sofrem com as hélices dos equipamentos. Os principais exemplos são morcegos, que apesar de terem censores para detectamento, esses são utilizados somente para a caça. Os gaviões, que quando enxergam sua presa, se detém única e exclusivamente nela, assim facilitando o choque nas hélices. Os parques mais conhecidos no estado, são em Santana do Livramento e Osório. A duração do equipamento é de aproximadamente 25 anos.
       A importância da Ética Ambiental também foi discutida, o por que de escolher tal caminho e tomar a devida ação perante os fatos que são apresentados.



    Pude conhecer mais sobre o curso de Geofísica, que é na UNIPAMPA de Caçapava, as áreas de atuação do profissional, e como ainda a profissão precisa ser reconhecida e ampliado os locais de trabalho. E até exemplo do Harry Potter foi utilizado! hahaha 

                           

       
 
 

     Caminhos do Sul da América (clique e leia o blog!) é um projeto que visa o desenvolvimento de Caçapava, associando aspectos culturais aos países vizinhos do Brasil.

        Isso foi um resumão do que eu pude prestigiar durante do Simpósio, foi de grande conhecimento e aprendizado. Teve várias outras palestras e diversos assuntos, mas tornaria ainda mais extensa a postagem. Acredito que serviu como estímulo para todos os que pretendem seguir na área de meio ambiente, pois mostrou a importância que esses profissionais tem para o mundo e sociedade, o que pode ser resolvido ou minimizado a partir da ação de especialistas em assuntos assim. Deixou a mensagem de que a união faz a força, com o intercâmbio de dois Campus da universidade e o envolvimento dos futuros profissionais, foi possível promover um evento de cunho científico e apresentar ações que podem fazer a diferença no ambiente em que vivemos. 
    É importante sempre que o meio acadêmico proporcionar eventos desse tipo, a participação maciça de todos, não só na área ambiental, mas na área de interesse do estudante. Assim, podemos estar a par do que nos interessa e ser capaz de tomar atitudes novas e pensar com a própria cabeça!

      Boa semana!!
      

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tudo é loteria

           Vou começar um diálogo que parece mais aquelas conversas de comadres, ou de pessoas antigas quando se visitam e tomam seu chimarrão. Mas vai dizer que a vida não parece um jogo de sorte ou azar? Um dia sem mais nem menos encontramos algumas pessoas que jamais imaginaríamos que fossemos encontrá-las e em pouco tempo se tornam grandes amigos. Da mesma forma encontramos pessoas as quais não entendemos o que elas tem a nos dizer e por motivos futeis deixamos de dar atenção que elas mereciam.
              Mas como entender todas essas relações inexplicáveis. As vezes me sinto perdida em um mundo que se distancia de mim. Um dia estamos bem, felizes, com as pessoas que amamos ao nosso lado, e no outro dia nem sequer sabemos qual será nosso destino. Ultimamente tenho refletido muito sobre tudo que aconteceu em tão pouco tempo desde que 2013 começou. Parece que vivi 2 anos em apenas 4 meses. Volto ao mesmo discurso que o tempo passa depressa, que mal nos damos conta que não teremos chance de voltar atrás. E tudo se torna tão claro, tão aparente, tudo me serviu para entender que não mandamos, nem tão pouco temos força para mudar algo que está predestinado por alguém em algum lugar no tempo. Aquela velha frase clichê e presente em todos os textos de blogs e textos de auto-ajuda: "Tudo que tiver que ser será." Hoje passo a acreditar mais ainda nela, talvez seu sentido seja um pouco vazio, e evasivo.
                Talvez sejamos intensos demais, cobramos demais, levamos a sério demais. A prova de todas as coisas ruins e boas que aconteceram esse ano é que devemos persistir nossos sonhos, mas não nos privar de viver. Devemos sim nos preocupar com o futuro, porém não abdicar do presente. Precisamos de um pouco de tudo, um pouco de todos, um pouco de compromisso, mas também um pouco de curtição. Por que quando menos esperarmos acertamos na 'loteria da vida', mudamos nossa vida para melhor, conhecemos novas pessoas, arrumamos aquela companhia para um mate ou quem sabe para a vida toda. Vá saber!